Novo Acordo Mercosul-União Europeia e a fomentação do Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia

O novo tratado de associação e livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia representa um marco importante para a ampliação das relações comerciais entre os blocos e para a abertura de novos mercados ao Brasil.

Após mais de duas décadas de negociação, o acordo assinado em Assunção, no Paraguai, estabelece novas regras para comércio, investimentos, sustentabilidade, propriedade intelectual, compras governamentais e boas práticas regulatórias.

Os principais objetivos do novo tratado são:

  • Aumentar o comércio e o investimento bilateral, com foco na redução de barreiras tarifárias e burocráticas, inclusive para pequenas e médias empresas;
  • Criar regras mais estáveis e previsíveis para temas como propriedade intelectual, indicações geográficas, compras governamentais, concorrência e boas práticas regulatórias;
  • Promover o desenvolvimento sustentável, com compromissos relacionados a direitos trabalhistas, combate à mudança do clima, proteção ambiental e conduta empresarial responsável.

Em relação às tarifas acordadas, os principais pontos são:

  • O acordo elimina tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os blocos ao longo de períodos de transição que variam, em geral, entre 4 e 15 anos, dependendo da sensibilidade do produto;
  • O Mercosul deve liberalizar tarifas para cerca de 91% das importações provenientes da UE, em valor, enquanto a União Europeia deve reduzir tarifas para aproximadamente 92% a 95% das importações de bens do Mercosul;
  • Setores industriais europeus, como automóveis, máquinas, químicos, fármacos, vinhos e queijos, tendem a ganhar maior acesso ao mercado sul-americano;
  • Produtos agropecuários do Mercosul, como carne bovina, aves, açúcar, etanol, arroz, mel e soja, terão quotas e tarifas preferenciais no mercado europeu.

Nesse cenário, os principais benefícios econômicos esperados para o Brasil com o tratado Mercosul-União Europeia são o aumento de exportações e importações, mais investimentos e maior integração às cadeias produtivas globais.

  • Aumento de exportações e importações;
  • Ampliação dos investimentos;
  • Maior integração às cadeias produtivas globais;
  • Redução de custos de produção com a queda gradual das tarifas;
  • Possibilidade de preços mais baixos ao consumidor, especialmente em razão do barateamento de insumos industriais, máquinas e medicamentos importados.

Assim, além de estabelecer medidas sustentáveis para o desenvolvimento comercial de ambos os blocos, o novo acordo fomenta de forma significativa a atuação no comércio exterior.

Caso desejem saber mais sobre o tema, o nosso escritório está preparado para auxiliá-los.

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